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Esse amor que você diz sentir é um problema inteiramente seu.

11 de julho de 2016


Aprendemos observando o comportamento alheio que o mundo é formado por pessoas individualistas. Ok, talvez essa seja uma palavra um pouco forte, mas descreve corretamente o modo de grande parte dos seres humanos gostarem de agir: independentemente. E logo, ninguém é obrigado a carregar pesos de expectativas e coisas nada reais que as pessoas depositam em suas costas. Sejamos sinceros: somos os únicos responsáveis por todos os sentimentos (bons ou ruins) que carregamos dentro da gente, e terceiros não são culpados por querermos sempre mais. Transbordar excessos. Implorar overdoses. 
ninguém.

Foram incontáveis as vezes que em você nadou contra a maré, não é mesmo? Sejamos francos. Temos planos, e a ideia é segui-los à risca, realizarmos cada um deles. Mas ai entra o coração, o tal sentimento, e muda tudo. Muda a gente, o céu, pensamentos. E presta atenção, a outra pessoa não tem uma parcela de culpa nisso. Ela também tem planos, sonhos e expectativas que tem certeza que com mais um pouquinho de insistência realiza. E lá vem o choque: nenhum dos dois tem o dever de largar tudo pra viver a realidade do outro. A se readequar. Nada dessas paradas ai. 

Não rola tentar forçar as coisas. Ninguém deve te amar como você deseja ser amado, mas sim, da forma como você faz por merecer. O universo, ele gosta que as coisas fluam sem pressa alguma. Naturalmente e sem pressão, entende? E quando você tenta de alguma forma mudar essa lei, as coisas ficam óbvias e até mesmo toscas demais de tão artificiais que demonstram ser. 

O que quero dizer é que, quando amamos o outro, não é obrigação dele se jogar de cabeça. Se doar, se entregar, amar da mesma forma. Não é mesmo! A culpa é sua, não dele. 

O problema é idealizarmos um relacionamento no estilo conto de fadas moderno. O problema é seu. E o seu parceiro do relacionamento atual ou pessoa que você acha ser o amor da sua vida, não são os culpados por você criar algo que seja pés-no-céu - e não no chão. Não faça essa pessoa sentir o peso de ser a culpada da sua infelicidade, sério. 

E se não estiver achando bacana a sua maneira de estar vivendo a vida no momento, cale a boca. Pare de reclamar e seja você a sua própria mudança. Somos os únicos capazes de nos mantermos estáveis.

Sobre o direito de estar triste

1 de abril de 2016

Hoje foi um daqueles dias em que a dor de levantar da cama foi como apanhar daqueles caras com jaquetas de couro e uma moto maneira que assisti em um filme semana passada. Só queria ter ficado debaixo do edredom lendo alguma coisa interessante e encarando o teto pensando no que ando fazendo com minha vida. Tem horas que todo mundo se sente assim, com essa vontade louca de se trancar e ficar em silêncio durante horas, sozinho consigo mesmo. Mas se ousar fazer isso é provável que seus amigos entrem em loucura e pipoquem seu whatsapp de mensagens e até liguem para sua mãe perguntando se está tudo bem. Será que é errado que fiquemos tristes ou chateados por um instante?

Somos bombardeados com textos de auto-ajuda e pessoas que ditam como sempre devemos estar sorrindo, nunca sermos abalados por nada, sempre estarmos bem. Obvio que odiamos ver um querido triste e fazemos de tudo para passar, como se isso fosse totalmente evitável e o ser que se aprofunda nesse sentimento só fez a escolha errada: a de não ser/estar/ficar feliz. Mas depois de um tempo grande afundado nessa tal merda você percebe que (in)felizmente ela é necessária para uma coisa grandiosa e que pode ser resumida em uma palavra: renovação.

É fato: quando estamos tristes a nossa visão sobre a gente fica a mais pesada possível. Excluímos todos os paralelos e poréns que vivem a nossa volta e nos aprofundamos em um universo: o nosso. Quer dizer, estamos aqui, mas ao mesmo tempo lá. É como se fossemos um iceberg, e o físico é só a parte mostrada. A raiz, a verdade e o real são a parte escondida, aquela culpada por fazer o tal titanic afundar, sacou? E é dessa maneira, mergulhando no próprio nós, que descobrimos e sentimos coisas na palpável intensidade. Aí é que tá toda a resposta para a sua duvida: precisamos sentir, se machucar, doer e chorar para que aquilo finalize. A dor só é esgotada quando não pode mais ser sentida. E cara, anota aí o que eu vou te dizer: Chora. Chora muito. Esperneia, grita, fala besteira, bota pra fora. A gente só elimina essas coisas ruins assim: vomitando tudo de alguma forma.

Depois de um tempo aprendi a sempre cantarolar uma música qualquer do arctic monkeys em direção ao terminal, só pra acalmar. Entrar em casa sentindo o peso do mundo sair das costas e tomar um banho gelado antes de deitar só para por os pensamentos em ordem. E quando apagar a luz, bagunçar tudo de novo. Botar pra fora, chorar até que as lagrimas se esgotem. Acordar no outro dia com o rosto inchado, a garganta ruim, o sono mal tirado.

Apesar de você ainda não ter aprendido, fica ai a lição: Cada um tem uma maneira de lidar com a dor. Talvez seja beijando vários(as) na boca, comendo bastante pizza requentada, escrevendo para um blog com o próprio nome ou lendo 100 páginas em 1 hora. Cada ser é diferente no que te faz bem, mas de algum modo faz. E a gente (isso inclui você), não pode deixar essas coisas se acumularem dentro do peito. Porque deixar é autorizar que você mesmo se mate aos poucos, e não sei você, mas acho essa uma escolha bem ruim. 

Então, cara. 
Então. 

Deixa eu aqui no meu canto de boa, pode ser? Não me obriga a ir pra esses tal de "rolê" ou me apresente essas suas amizades nada a ver. Se eu precisar de ti, eu vou chamar/gritar/sinalizar. Mas por enquanto, deixe-me ser auto suficiente, ok? Me sinto bem assim, sozinha com a cura (eu mesma). 

Mas vai por mim: não há nada melhor do que se permitir ser humano. De sentir as coisas como são, na carne. Só tentando pra ver. 
Veja.                   

7 dicas para te ajudar a lidar com mudanças

3 de fevereiro de 2016

Concordamos de que a vida não passa de uma enorme metamorfose. Crescemos olhando para o futuro, querendo ter o mundo na palma de nossas mãos. Acontece que apesar dos planos, expectativas e sonhos, a lei é do universo. Em um pequeno período de tempo pensamentos mudam, relacionamentos ficam mais frágeis, amizades se acabam, surgem novos amores, e claro, dores. O difícil mesmo é saber lidar com isso, não é mesmo? Por isso, fiz essa listinha bem bonitinha procê ♥ 

1. Mudanças são inevitáveis, acredite.

Nosso maior anseio é ter tudo do jeito que queremos. Controlar o planeta ou até mesmo o universo para que tudo aja a nosso favor é uma vontade normal do ser humano. Soa até mesmo egoísta, mas é real e indiscutível. O fato é que isso é impossível.  Como sempre temos opções , no caso duas: sentar e chorar ou nos adaptar e tirar proveito disso. Até mesmo quando tudo parece uma merda, a possibilidade de num piscar de olhos tudo mudar é real. Basta aceitar e acreditar. Fácil, né?


2. Não se acostume com a monotonia

Já conheceu aquele tipo de pessoa que se apavora só de pensar em mudar os móveis de lugar ou pintar a parede do quarto? Foram exemplos bem superficiais, mas talvez esse ser seja você. Todos tem o péssimo costume da acomodação. De botar um padrão nas coisas, em tudo o que os cerca e que está dentro de si. Mesmo que seja algo ruim, qualquer um chega na fase de que prefere o conforto a riscos. Nosso corpo se nega a lidar com coisas novas, rejeita de alguma forma. Mas se viver em seu ninho, você não desfrutará da evolução. E sem evolução, não há emoção. Basicamente, ela é necessária para nossa existência.

3. Entenda que você é único responsável por aquilo que acontece em sua vida!

Li uma vez que somos nosso próprio universo. Isto é, escolhemos quem entra e permanece na nossa vida (vale para pessoas e problemões). Se colocarmos em nossa cabeça que não podemos controlar o mundo mas sim o que nos cerca, seremos pessoas mais felizes e serenas. Sério. A solução é parar de jogar a culpa em Deus/na amiga/nos pais, e perceber que o próprio dono de tudo é você. E só o seu eu é capaz de encontrar pequenos prazeres no cotidiano.

4. Pare de lamentar o agora.

Se tem uma coisa que eu não tenho saco é pra gente que só chora. Ou só reclama. Ou pior, faz os dois. Uma das coisas que tenho como mantra é que podemos tirar lições com qualquer situação que o nosso corpo se encontre. Pare pra pensar que talvez essa modificação na sua vida seja uma nova chance para um novo começo e mais uma porta aberta para o que a vida e o universo prepararam para você!

5. Tudo isso é um agrado do universo para você

Já parou para pensar no quanto toda essa porra é muito louca? Tudo o que você está vivendo é algo único em milhares de momentos. Acontece que, desde que seu corpo tem vida ele já faz parte da trama. Tipo assim, além de fazer a SUA história, você ainda causa um efeito gigantesco em tudo o que te cerca. Sacou? Se isso não te deixa maravilhado tem algo muito estranho acontecendo...

6. Tacar o foda-se é questão de saúde

Ao contrário do que pensam, um "foda-se" passa longe de ser mantra daqueles que tem preguiça de fazer algo para mudar o enredo da vida. Ele é mais puxado para quando você está realmente cansado de mudar algo que simplesmente é permanente naquele momento, saca? Insistir em algo imutável é a maior perca de tempo, sério. Foda-se, vai lá. Procure aquilo que te cativa.

7. Desapego é a palavra do século.

Cada ser interpreta esse termo de acordo com o necessário. Pra mim significa ter plena consciência do que te faz bem ou mal e eliminar isso de forma prática e rápida. Você realmente não precisa de uma coleção de pessoas ou papeladas desnecessárias com você. Não se apegue a nada e não sinta dor nas costas por carregar algum tipo de peso com você, sabe? Funciona como um "Foda-se, então. Vida que segue"



Confesso que já estava sentindo uma baita falta de conversar com essa galera! As visitas aumentaram muito por aqui, e só fui notar isso hoje ao entrar no painel do blog. Estou chocada, juro. Obrigada por cada comentário aqui no blog, conversas no facebook e dms no twitter. Vocês são um máximo, meninos e meninas! Adoro vocês ♥♥♥



Automutilação: Quando a dor não cabe mais dentro de si

21 de julho de 2015


Crescemos com a ideia de que precisamos ser o mais próximo da perfeição ou simplesmente se encaixar em algum grupo. Dentes alinhados, barriguinha chapada, ser hétero, gostar de futebol, se for menino não pode andar no meio das garotas, se for menina não pode com os meninos-porque isso é coisa puta. Mas e quando por um pequeno acaso somos o oposto disso? Nos fodemos. E me desculpe por tamanha sinceridade, seja lá quem esteja lendo isso. É quando quando você percebe que é diferente, sua forma de ver as coisas muda, e as pessoas a sua volta contribuem para isso.

As vezes encontramos formas de canalizar a nossa dor. Aliás, precisamos disso, não é mesmo? Somos a culpa de sermos assim. E ai a vida te dá várias e incontáveis maneiras de descontar todos os seus defeitos e medos em coisas. Podemos transformar em palavras, desenhos, formas, sangue. E você é obrigado a por em prática isso, porque não há quem aguente tanta dor dentro de si.

Já parou para pensar em quanta gente sofre em silêncio? As que chorão escondido no canto do quarto as 2 da manhã, que conseguem se afogar em lágrimas no banheiro da sua escola e até mesmo aquelas que colecionam cicatrizes pelo corpo e mantém tudo em segredo. São várias, incontáveis. Pensa bem.

Seja por ser/se sentir diferente, xingamentos, palavras mal ditas, problemas para se comunicar/ser si mesmo, fugir de traumas ou apenas por sentir prazer em ter o contato da lâmina com a pele e ver o sangue escorrer, a questão é que ninguém está imune a isso-infelizmente. É que as vezes a dor bate a nossa porta, a gente deixa ela entrar, e pronto: fode tudo.


Os mais atingidos por isso são os adolescentes, isso você com toda certeza deve saber. Mas o que você e muita gente esquece é que fazer isso é algo tão poderoso que acaba se tornando um vicio, e pode nos acompanhar na vida adulta- e quem sabe pra sempre?. Não é brincadeira, e muito menos palhaçada para chamar a atenção.

Começa com coisa boba. Talvez aquele comentário maldoso dos quilinhos a mais que você fez pra sua amiga desencadeou o ciclo. Ela chegou em casa, lavou a louça, quebrou um copo e guardou um pedaço do vidro no bolso da calça. De noite, quando todos já estavam dormindo ela fechou a porta do quarto, sentou perto da cama e fez uma linha quase que reta no pulso esquerdo.
Guardou o vidro, aquilo era o suficiente para hoje.
Uma semana depois você a chamou de trouxa na frente dos outros colegas. Era brincadeira, mas você esqueceu de avisar, e aquilo soou sério pra ela. Então chegou em casa, esperou a madrugada cair fez mais 2 -e dessa vez mais profundos, porque a dor estava maior.
3 meses depois vazaram suas fotos íntimas. Mas porra, o ficante dela jurou que não espalharia, ele a amava! Você a chamou de puta. Disse que ela não se valorizava, que era vadia, dada. Chegou em casa e não se contentou com dois ou três, foram 17 ao todo. E você não entendeu o porque dela estar de 3 blusas naquele calor dos infernos e nunca deixar que ninguém tocasse em seu braço e nem colocar só uma camisa para jogar na educação física.

E vai chegar um dia que ela não vai mais aguentar você, ninguém e muito menos brincadeiras. Vai chegar um dia em que ela não aguentará mais comentários maldosos, e nem se satisfazer com cortes. Chegará um dia que ela vai cansar de nunca ser o suficiente e da vida de merda que as pessoas fizeram ela ter. Vão ser 15 cortes profundos, 9 capsulas de remédio, um chão frio do banheiro que já conhecia seu choro e uma vista escurecendo aos poucos. E cara, a culpa não vai ser dela, vai ser de você. De você e de todos que tanto julgaram sem nem saber a verdade. Sua consciência vai pesar? A culpa vai te atormentar?

Querendo ou não, isso requer ajuda. Coisa boba pode te levar a dar um fim na sua vida, e juro, isso não é legal e muito menos vale a pena. É necessário atenção sim e acho que você, pessoa CUZONA, que acha que isso é coisa de gente retardada e que não tem o que fazer, deveria calar a tua boca e prestar mais atenção em sua volta. Seu melhor amigo pode ter cicatrizes espalhadas pelo corpo, sabia? Não é porque ele tem pulsos maravilhosos que as coxas, os ombros, a cintura, a barriga, o tornozelo, não tenham lembranças ruins.

Talvez você não saiba o que é se olhar no espelho e se sentir vazio. O que é ficar 1h30 olhando seu reflexo e chorando porque sabe que nunca será perfeito igual fulano(a). O que é não poder usar um vestido no verão porque os cortes são recentes e a maquiagem não consegue esconder. Ou não poder ir a piscina, porque os cortes na cintura estão ardendo e ter que mentir que está com frio. Sinceramente, isso é uma droga. Ninguém que não tenha passado por isso tem ideia.

Os olhares de pena não ajudam, se você quer saber. E muito menos ameaças de que você merece ir a uma clinica, risadas, ou comentários de que isso é coisa para chamar a atenção. Diariamente pessoas morrem internamente por sua culpa, e você nem faz ideia de quantas. Elas podem sorrir pra você, brincar de ser normal, sair. Mas ao olhar a janela de suas almas, enxergará o vazio. As pessoas se tornam frias e não ao acaso. A vida vai se acabando aos poucos dentro de si e os brilhos dos olhos vai sumindo aos poucos, bem devargazinho. E quando você se der conta do que está acontecendo, talvez seja tarde demais. Talvez.

Terá um dia que a dor física não vai mais amenizar a dor emocional. E veremos que tudo se tornou um vicio. Que o sangue pingando no chão branco não vai mais me fazer sorrir e nem chorar, me deixará sem expressão. E aí, já foi. Não tem mais volta, talvez. Talvez você seja fraco(a) demais para se reconstruir, e prefere acabar tudo por vez. É mais fácil, não é? É bem mais simples. Sei que é, eu me sinto exatamente como você. Basta agora saber fazer a escolha.

E eu sei que é uma droga quando você vê que as pessoas em sua volta estão nem aí. Sei de verdade, juro pra você! Mas você não precisa buscar ajuda em coisas que futuramente podem te causar problemas-e até um fim em tudo. Talvez a pessoa que menos você espera possa te ajudar. Ou até aquele seu amigo virtual. Ou um psicólogo online. Só não faz mais isso, ta legal? Pessoas de luz realmente não merecem cicatrizes pelo corpo. É tão triste ter quer vê-las todas vez que coloca uma camisa... Você não faz ideia. E nem precisa saber.

A solução talvez seja buscar a resposta em todos os lugares possíveis. Não só na internet, os porquês da vida talvez apareçam com o tempo e como consequência de nossas escolhas. Mas não espere por isso se destruindo, tudo bem? Eu te amo muito, de verdade. E espero que quando esteja mal, lembre de mim e de cada palavra. Por favor.

A pedido de uma leitora linda e dedicado as fases da minha vida, pessoas que me cercam e a você, que sabe bem do que estou falando.                          

Você se arrepende?

22 de junho de 2015

Inspirado em um texto do blog discípulos de Peter Pan

Pode parecer pensamento de gente que vive na pior, mas a cada dia que passa o nosso tempo é diminuído. Não somos Peter Pan, e muito menos Benjamin Button, então a tendência é não ficarmos jovens por muito tempo, apenas envelhecer. A responsabilidade uma hora ou outra cai em nossas costas e nos tornamos o que nunca desejamos: ranzinzas, ou até escrotos. Contemos nossos desejos, nossas loucuras, o nosso eu. E esquecemos que, assim como os enlatados que temos no armário, viemos com um maldito prazo de validade, e quando vemos, já foi.

Hoje a tarde estava conversando com uma amiga e ela me fez alguma pergunta relacionada a morte. "Se eu morresse amanhã, você estaria arrependida de não ter demonstrado o suficiente que me amava?", foi coisa do tipo. Eu falei que ela era muito melosa, mas a pergunta dela me gerou outra: E se EU morresse amanhã, eu estaria feliz por ter dado esse rumo a minha vida?

Sinceramente, eu não sei.

Analise bem. E aquela vez que preferiu ficar trancado no quarto ao invés de estar com sua família em um domingo a tarde? Ou aquela vez que deixou de pedir desculpas porque o orgulho era maior. Ou quando deixou de comprar aquele chapéu por medo de sair com ele na rua e ser julgada. Ou quando chorou, apenas por não se achar o suficiente. Pois é.

Mas o que esperamos? O mundo não pode mudar nada. Só a gente. E não só pra tomar coragem para pintar o cabelo de azul, assumir para os pais a sua sexualidade, ou usar aquele short mais curto com um top cropped. É além, sabe? Acho que chegou a hora de levantar a bunda do lugar onde você está, e dar a cara a tapa. Dar um jeito na sua vida, sacas? Achar seu rumo. Porra, presta atenção: Você tem tudo o que muitos dariam de tudo para ter! Um celular bacana, saúde, acesso a internet, portas que te esperam para abri-las. Basta você querer fazer tudo dar certo.

Muitos tem medo de ser quem são por medo de se entregar demais e depois serem julgados por estarem fora do enredo. Que se foda, amigo. O importante não é se encaixar, e sim fazer história. Por isso prefiro viver só do lado de quem me acrescenta, e simplesmente excluo quem pouco me importa. Que não seja de sangue, mas se me amar e me fizer bem, eu amo. Amar família só por ser família, tá longe de mim. Eu amo quem me ama, que se importa, acrescenta. O resto, apenas resto.

Pare de se limitar a tudo. De dizer eu amo isso, odeio aquilo, só gosto disso, aquele não. Somos metamorfoses, meu bem. Não há nada que nos prenda a ser um só. Porque um dia, isso tudo vai acabar. Seu coração vai parar, vai faltar oxigênio no seu cérebro, seu corpo vai parar de responder, o sangue coagular, você vai inchar, e se tornar algo bastante fedido. Então, pra que se prender?

Se tudo acabasse amanhã, você estaria feliz?       

Sobre tomar atitudes

21 de junho de 2015


Quem nunca passou por aquela situação horrível de "será que eu tomo a iniciativa?" "ela/ele vai dar o primeiro passo?" Explicar para o(a) amigo que aquela brincadeira foi chata, que não gosta da(o) melhor amiga(o) do namorado(a), chegar no cara ou na mina e dizer na cara dele/dela que tá querendo algo a mais... Não sou desse tipo. Por vergonha, e também por ter o maior cagaço da reação da pessoa, já que é a reação dela em relação a minha atitude que pode definir se tudo para ou continua. Muita pressão pra mim.

tsc, tsc.

Como muita gente diz ai, tomar iniciativa de algo não é tão difícil. O segredo é se jogar naqueles famosos 2 segundos de coragem e aproveitar os resultados. O único risco é escutar a resposta contrária do que você esperava, o que claro, vai acontecer as vezes. Mas perder a vergonha na cara (huehue) por alguns segundos  pode ser legal sim, e pode mudar as estruturas de sua vida pra sempre -ou por um curto espaço de tempo-.

Pra chegar nessa loucura de "é agora ou nunca"  não tem muito segredo. É esfriar a cabeça, pensar no quanto se você tomar uma decisão tudo vai mudar, se aquilo te fará bem, quanta paz te trará ou se é melhor ficar na sua, sem confusão, só no pensamento. E ai, qual te convém? Por isso tomar atitude é algo tão pessoal, sabe? Acho que ninguém deve se meter e nem te pressionar a fazer algo porque as vezes, pode não fazer bem a ti. É complicado.

Mas é isso ai. Tudo o que você precisa para dar rumo a sua vida são duas coisas: os 2 segundos de coragem insana e a perda total de vergonha na sua linda cara. Simples né? E o melhor de tudo é que independente dos resultados, vai ser bom sim pra você. Mesmo que você leve um não daquele que você achava ser seu amor, pensa bem: você deixou os seus medos e receios de lado e tomou a coragem que muitos não teriam. Isso vai te fazer mais seguro que qualquer outro, cabeção! Essa pequena interferência no seu comportamento devido aos pequenos dois segundos pode te fazer uma pessoa diferente para sempre. Isso vai te fazer mostrar seu lado mais leve, especial e sensa que você tem ai dentro de ti.

E ai, qual a desculpa agora?


-E vocês leitores/leitoras, já passaram por esse aperto de não saber o que fazer? O que deu? Deixaram a timidez de lado ou não? Solta a voz!
 
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